Querida Candace



“Eu não gosto desse lugar”, começo assim minha carta. Olho em volta e não há ninguém. Continuo: “mas venho aqui por você”. Posso sentir seu sorriso enquanto escrevo. Volto-me para o céu e fecho os olhos deixando as lembranças virem.
- Candace, volta aqui! – corro atrás dela, a pegando pela cintura. – Você não cansa não? – solto uma leve risada enquanto ela se vira para mim e tira uma foto com meu celular.
-Não, e você vai me agradecer por isso quando casarmos e tivermos nossos filhos. Vamos ter muito material para contar para eles sobre nós dois. – sua doce voz preenche meu coração de uma maneira que nunca consegui explicar e que tenho certeza de que nunca conseguirei.
Nunca casamos. Quando me lembro desses momentos em que ela nem podia imaginar que um tumor crescia em seu cérebro, penso em tudo o que poderíamos ter feito. Eu teria aproveitado mais e brigado menos se soubesse que tínhamos tão pouco tempo.
Em meio aos túmulos e mausoléus, permito-me chorar. Choro como se a maior injustiça do mundo tivesse sido feita comigo, e eu acredito que foi. Éramos tão jovens e tão felizes. Candace era a garota mais linda que eu já tinha visto em toda minha vida, e agora, estava deitada em um caixão de mármore abaixo de mim.
Tiro do bolso um papel amassado. Quando o abro, meu coração para ao ler cada desejo que habitava em seu coração, escrito com uma letra horrorosa e garranchada. Ela nunca se importou com sua letra feia, e com o tempo aprendi a decifrá-la. A lista tem apenas 19 itens, um para cada aniversário. Passo meus dedos pelos quatro últimos que foram feitos depois que entrei em sua vida: “Viajar para o caribe com o Christian (feito)”, “Conhecer os sete mares (oceanos) com o Christian”, “Aprender a fazer cupcakes com o Christian” e “Casar na praia com o Christian”.
-Amor? –olho para a menina que entra em meu quarto e se joga na cama- Por que seu pai me deu um papel pra pegar autorização para uma viagem? – meu corpo gela ao vê-la com a folha na mão. Era para ser uma surpresa.
-Droga. - suspiro. Não tenho muito que fazer a não ser contar a ela. - É que... Meu pai quer fazer uma viagem com a família semana que vem e não viu problema em te levar, já que você ama o mar do Caribe... - sou interrompido pelo seu grito de choque e felicidade ao mesmo tempo.
Seco as lágrimas, ponho a carta no envelope dobrada e penso nas últimas palavras que disse a ela pouco antes de seus olhos se fecharem para nunca mais se abrirem: “sempre seu”. Passando os dedos pela lápide, posso ler as dela para mim: “sempre sua”. Deixo uma rosa vermelha, sua favorita, ao chão, levanto e vou embora apenas para voltar no dia seguinte.


Milly




Gelo Negro



Livro: Gelo Negro
Título Original: Black Ice
Autora: Becca Fitzpatrick
Págs: 304
Editora: Intrínseca
Nota: 5/5


“Pressionei o rosto nos braços cruzados e deixei escapar um som profundo de agonia. As lágrimas corriam pelo meu rosto. O pesadelo estava me arrastando de volta.”







Um verão. Todas as meninas do colégio vão para o Havaí pegar muito sol nas belas praias, mas não Britt. Ela é diferente, vai fazer uma trilha na Cordilheira Teton com sua melhor amiga, Korbie. Foram meses de preparação até que enfim chegou a hora.

Um dia antes da viajem, Britt encontra seu ex-namorado em um posto de gasolina. Querendo se safar de um possível constrangimento, ela finge estar namorando o homem que acaba de entrar, um cara que ela não conhece chamado Mason. Para sua surpresa ele entra na farsa e se despedem com um beijo antes de ela ir para a estrada.

Porém, antes mesmo de chegar até a cabana aonde iriam se hospedar para se preparar para a aventura, ela e a amiga ficam presas em uma terrível nevasca. São obrigadas a abandonar o carro e procurar por ajuda.

Depois de uma caminhada as amigas encontram uma cabana e são acolhidas por dois caras. Para o espanto de Britt um deles e Manson, seu falso namorado.  Mas será mesmo que ela pode confiar nele? Aparentemente não, já que ambos os homens as fazem de reféns para conseguirem sair da montanha.

– Podemos fazer isso da maneira mais fácil, ou da maneira em que vocês acabam mortas. E, acreditem em mim, se gritarem, resistirem ou discutirem, eu vou atirar.”

Britt não terá apenas que enfrentar o frio em condições extremas para guiar os homens para fora, mas também seus fantasmas do passado e uma suposta atração por um dos seuqestradores que não parece ser tão inimigo assim.

” Mais do que nunca, eu me ressentia de qualquer atração que pudesse estar sentindo por ele. Ele era meu sequestrador.”

O livro já começa avisando que não é tão levinho assim não, conta um caso de uma menina chamada Lauren, que é assassinada em uma noite nas montanhas.

Já ficara bêbada antes, mas nunca daquele jeito. Ele lhe dera alguma coisa. Devia ter colocado alguma droga em sua bebida. A droga a deixava exausta e ela se sentia pesada.”

O desenrolar da história me prendeu bastante mesmo eu ficando um pouco agoniada com certas atitudes dos personagens.

Falando um pouco dos personagens, Britt é uma garota mimada que sempre foi protegida pelo pai, irmão e namorado, mas ela puxa uma guerreira lá do fundo da alma para passar por essa situação o que não ficou forçado e eu gostei muito.

Na maioria das vezes eu sou apaixonada pela melhor amiga da personagem principal, mas dessa vez não teve jeito, odiei a Korbie. Pelo desenrolar da história acho que era essa a intenção da autora, então parabéns Becca, funcionou direitinho.

Eu gostei muito do livro. Foi uma leitura rápida, me prendeu do início ao fim, foi interessante com um final surpreendente do tipo que você grita o que a personagem tem que fazer tipo filme de terror. Adorei.

Recomendo para quem gosta de:

·        NA
·        Drama
·        Suspense
·        Uma leitura rápida, mas que valha a pena.


Milly






Eu estou cansada




Eu estou cansada, estou acabada, sem forças... Sem motivo. A maquiagem agora está borrada, as lágrimas levaram embora todo o pó em meu rosto, o rímel se espalhou em linhas escuras como rachaduras em minha máscara de porcelana, também era evidente as marcas roxas envolta de meus olhos por conta das noites em claro, meu batom borrado pela tentativa enfurecida de tirá-lo, para assim mostrar a todos que aquele sorriso era forçado e o que eu mais desejava era que me socorressem.
Meus gritos por ajuda, por alguém, por mim, jamais eram ouvidos. Sinto-me muda.
Minha garganta arde, está seca e machucada de tanto clamar, como se minhas cordas vocais estivessem sido arrancadas...
Não há como pedir ajuda ou a quem pedir.
Estou cansada da sociedade, estou cansada dessas feridas em minha pele e consciente, estou cansada de mim.
Sinto-me uma criança chorona. Uma garota perdida na floresta, sozinha, carente por um abraço quente que possa habitar e derramar suas lágrimas sem ser questionada ou julgada, afinal todos que vêem meus machucados me culpam, me julgam e isso não melhora, não é drama, é medo.
Medo de estar sozinha mesmo acompanhada, medo de mim, medo da dor e do vazio, medo de tirar a máscara e todos com medo e ódio atirarem pedras em mim, minha armadura não aguentaria.
Estou sufocada pelo nada. Afogada no vazio. Vazia e perdida. Como se estivesse em um corpo sem alma ou vida, uma morta... Um ser sem sentimentos vagando sem rumo pelos humanos, sem motivo para continuar a existir ou objetivos.
Uma junção de átomos.
Como em um teatro uma cortina cobre o palco onde acontecerá a peça, mas esta esconde a dor, a loucura e o nada, em um palco se preparam para quando a cortina abrir confundir meu ser, com um show de horrores.
Minha mente engana me destrói meu ser vazio, meu coração apertado por correntes invisíveis, que não existem...
Poucas opções me restam, aproveitar os poucos momentos de liberdade até a dor incontrolável me atingir e me tornar uma morta-viva pelo desgaste emocional; cobrir a dor com minha máscara ou até mesmo costurar um sorriso em minha alma; ou voltar para os braços viciantes que me mantém segura até a escuridão voltar, poucas vezes ele a afasta, ele jamais perceberá o bem que me faz e como os outros, irá embora.
Estando morta ou viva é isso o que tenho, por mais que esteja acompanhada estarei sozinha; posso estar sã e logo ficarei enlouquecida com uma guerra interna; sei para onde vou e em um instante me perco...
Estou cansada...


Ísis




Fábula dos Tempos Atuais

                 

    Quatro formigas trabalhavam quando encontraram uma lâmpada mágica. Discutiram  e decidiram não levar a lâmpada para o formigueiro. Depois de uma longa conversa, ficou decidido que todas iriam entrar na lâmpada.
Entraram e chegando lá encontraram o gênio. 
O gênio as disse que cada uma teria direito a um pedido; já que a crise também tinha afetado  o mundo mágico. A outra condição era que cada pedido só duraria uma noite.
Pediram um tempo para conversar entre si. Eram dois casais que há muito estavam juntos e pretendiam se casar no mesmo dia devido a grande amizade que tinham.Mas eles não desejaram o casamento naquele momento. Eles desejaram se transformar em  humanos por um dia.
Então, fora combinado tudo com o gênio. Elas decidiram se transformar em humanos com poder aquisitivo, acesso a ambientes privilegiados e também ter conhecimento de como manipular aparelhos eletrônicos.Feito o acordo, as formigas machos se transformaram em homens sarados, ricos e bem vestidos. As fêmeas, por sua vez, em mulheres belíssimas que chamavam atenção por onde passavam.
Os homens, então, decidiram sair para curtir longes das suas respectivas noivas. Elas, irritas com a decisão, foram para uma balada do outro lado da cidade.
Eles com aparelhos celulares em mãos filmaram tudo o que acontecia e postavam em suas redes sociais, criadas a pouco tempo. Elas, por sua vez, faziam a mesma coisa e passaram a noite toda conferindo as postagens doa seus noivos.
Acabando o efeito da magia, todas as formigas voltaram para o formigueiro. As formigas fêmeas continuavam magoadas com seus noivos, pois achavam que eles tinham se divertido mais que elas e decidiram contar todo o episódio à Rainha. A Rainha muito sábia comentou:
- No final das contas, todos vocês passaram a maior parte do tempo nas redes sociais. A diferença é que vocês sabem que não se divertiram e os machos têm uma falsa ilusão de que se divertiram muito.
Moral da história:  Até um animal sabe que quem passa a maior parte do tempo nas redes sociais não está feliz: tanto quem posta quanto quem estalkeia.
                                                                                                                                                                                                                                                                            Tetê

                                                                                        

                                                                                         






A Rainha Vermelha

Livro: A Rainha Vermelha
Editora: Seguinte (selo da Companhia das Letras)
Páginas: 419
Autora: Vitoria Aveyard
Nota: 4,8/5
Livro 1 de uma série de 4



Mare vive em uma sociedade divida pelo sangue: os vermelhos, os quais ela e sua família pertencem. São os pobres, humildes e humilhados pelo outro grupo, os prateados que por sua vez, são os fortes, ricos e poderosos. A elite, quase deuses.

– Quantos? – grito em resposta, reunindo forças para encará-los. – Quantos morreram de fome? Quantos foram assassinados? Quantas crianças foram levadas para a morte? Quantos, meu príncipe?

Destinados a passar a vida servindo os prateados, os vermelhos desempenham as mais variadas atividades, desde trabalhar nas indústrias e nas plantações até ser a massa de soldados enviados para a guerra. Mare já viu alguns de seus irmãos serem enviados para o campo de guerra e está prestes a ver seu melhor amigo ir também.

Luta pelos que vieram antes para salvar os que ainda virão.

Ela é simples, não tem habilidades como a de sua irmã que borda lindos tecidos, não trabalha para ajudar a família. Mare rouba. Comidas, temperos, moedas e não tem esperanças de escapar do pequeno lugar miserável onde vive. Até que conhece um jovem em um bar nas altas horas da noite.

Pensar que todos os prateados são maus é tão errado quanto pensar que todos os vermelhos são inferiores.

Em uma reviravolta, é chamada para trabalhar no palácio onde tenta servir e passar despercebida, mas falha quando em frente ao rei, a rainha, aos príncipes e boa parte da nobreza, descobre um poder que não sabia que tinha. Mas ela é uma vermelha, vermelhos não deveriam ter poderes.

Sou uma garota vermelha em meio a um mar de prateados.

Mare precisa pensar bem em suas decisões a partir de agora, pois não só sua vida está em risco, mas também a de todos que ama, incluindo sua família. As coisas não ficam mais fáceis quando a “Guarda Escarlete”, um grupo de vermelhos rebeldes, entra em seu caminho.

Erga-se, vermelha como a aurora.

             Parte de mim deseja se submeter às correntes, a uma vida cativa e silenciosa. Mas eu já vivi uma vida assim, na lama, nas sombras, numa cela, num vestido de seda. Jamais serei submissa de novo. E jamais vou parar de lutar.

Eu sou apaixonada por distopias. Completamente apaixonada, e não foi diferente com esse livro. Fiquei totalmente presa do início ao fim de toda a trama. Fui me apaixonando pelos personagens no decorrer da história e quando acabou entrei em uma terrível ressaca literária sedenta pela continuação.

Particularmente, eu achei que o final ficou um pouquinho confuso, mas ele é SINISTRAMENTE MARAVILHOSO (não esperava). Quero muito ler os outros, vou esperar lançar os quatro.

Livros da série:

1-    A Rainha Vermelha
2-    Espada de Vidro
3-    Prisão do Rei
4-    XXXX

Indico para quem gosta de:
·        Distopias
·        Livros que envolvem a sociedade como base
·        Divergente e Jogos vorazes (distopias também)
·        Ficar preso na história

Milly







Querido Diário


Dia 28 de Janeiro, Rio de Janeiro

Querido diário,

         Hoje eu disse meu primeiro “eu te amo”. Não pude evitar, mas não vou negar que foi aterrorizante e ao mesmo tempo a coisa mais emocionante que eu já disse na vida.
         Estávamos na praia, correndo, rindo e jogando areia um no outro. O dia todo.  Seu sorriso era tão sincero, tão verdadeiro e tão lindo, que eu estava de certo modo hipnotizada. Era tão lindo que eu sorri. Era para mim, eu sei que era.
         Sentamos na canga. Ele olhando para o mar e eu para ele. Saiu. Só saiu as três palavrinhas que fizeram maravilhas dentro do meu coração e aterrorizaram meus pensamentos com o “e se ele não disser?”. Foram os piores 3 segundos da minha vida inteira. Seus dentes brancos aparecerem ao mesmo tempo em que seu olhar se voltava para mim; “Eu amo você”, as palavras preencheram meus ouvidos e levaram meus pensamentos embora em instantes.
         Levantamos e rodamos felizes na areia gritando “eu estou apaixonado por você” e “não consigo evitar”. Segurei seu rosto com meus dedos finos e disse que era dele, que poderia me levar para onde quisesse que eu fosse. Não posso evitar, preciso ir embora.

A Mesma de Sempre.






Ps.: Ainda amo Você

Antes da resenha leia esta nota: trata-se de uma trilogia. Se você só leu o 1º, continue. Se leu o 1º e o 2º CLIQUE AQUI e vá para a resenha do terceiro livro. Se não lei nenhum CLIQUE AQUI e será levado para a resenha do 1º.



Livro: Ps.: Ainda Amo Você
Editora: Intrínseca
Páginas: 298
Autora: Jenny Han
Nota: 3 /5

Nesse segundo livro, Lara Jean está com medo dos próprios sentimentos. Não planejava se apaixonar mesmo por Peter era só fingimento. E Agora ela precisa aprender a lidar com um relacionamento de verdade.

Está determinada aprovar que ama e quer ficar com Peter, mas será que ela vai conseguir depois de tudo o que aconteceu entre eles? Será que ela realmente superou Josh?

O que Lara Jean não esperava, era ter mais um menino caindo bem no meio de tudo. Será possível gostar de dois garotos simultaneamente?  Como ela vai lidar com isso?

"E então, ele me beija. O beijo é urgente, como se Peter estivesse procurando uma garantia, uma promessa que só eu posso fazer. Eu retribuo: Sim, eu prometo, prometo, prometo, não vamos nunca mais brigar. Começo a perder o equilíbrio, e os braços dele me apertam, e ele me beija até eu ficar sem fôlego."

Esse segundo livro leva a série para o clichê já existente. Não curti muito, pois achei previsível de mais, seguiu a linha “adolescente na escola americana” e “garota nada popular que namora o mais popular onde a ex era tão popular quanto” que você vê em milhões de outros livros por ai.

De qualquer forma, eu não odiei o livro mesmo a autora perdendo o foco e em vários pontos, como por exemplo, a importância do Josh que era tão presente no dia-a-dia da família (principalmente da Kitty) e agora foi meio que esquecido. Mas de qualquer forma, me deixou  bem nervosa em alguns momentos e eu adoro essas sensações enquanto leio.

PS.: O TERCEIRO SALVA TUDO.

Recomendo para:
·        * Quem acabou de passar por um drama (Eu com “Jantar Secreto”)
·        * Quem gosta de histórias de amor
·         * Quem curte YA (Young Adult)




Milly