Junho

           

      
           
          Querida pessoa que dividiu muito tempo comigo,

Nunca é fácil se despedir de alguém, principalmente quando esse alguém fez parte da sua vida por anos e anos. A vida segue para frente, mas às vezes, as pessoas que estão com você não conseguem te acompanhar e ai vem à difícil questão: parar ou deixar? Eu deixei.
Você foi importante, eu reconheço isso, mas está na hora de parar de chorar, está na hora de eu ser eu mesma e seguir minha vida, olhar pra frente. Quero gritar, quero correr, quero estar solta. Ligo a rádio e dirijo para algum lugar longe daqui, você sabe onde. “Nós nunca aprendemos como viver, a vida não vem com manual”, penso nisso enquanto dirijo. Lembro-me do que te disse ontem à noite: “pare de chorar meu amor, temos que dar o fora desse mundo sozinhos, como viemos”.
Eu amo esse penhasco, vim aqui algumas vezes quando era menor, é meu lugar de libertação. Abro os braços e grito com toda a minha força, todo o ar dos meus pulmões. Temos que dar o fora daqui. Tenho que dar o fora daqui. Sozinha. Eu e eu. Você pode ter quantos amigos quiser, quantos amores aparecerem e você agarrar, mas a caminhada é sua, só sua.
Dê um tempo para seu coração quando não agüentar mais. Dê um tempo para seu corpo quando se cansar. Dê um tempo para sua cabeça quando a mesma estiver cheia. Dê um tempo para sua alma quando não souber mais quem você é ou quando se fizer a pergunta “o que eu me tornei?”.
Temos que crescer para aprendermos a lutar por nós mesmos. Somos estranhos, seres estranhos que pensam estranhamente. Não vivemos apenas a base de instintos, nós pensamos. Talvez esse seja nosso maior erro. Não se esqueça de mim, não me esquecerei de você. Fale comigo quando me alcançar.


Sem despedidas,

Pessoa que dividiu tempo com você.


Milly




Extraordinário


Livro: Extraordinário
Titulo original: Wonder
Autora: R. J. Palacio 
Editora: Intrínseca
Nota: 5/5


"Não vou descrever minha aparência. Não importa o que você esteja pensando, porque provavelmente é pior."

"O rosto do Auggie não é tão ruim depois que você se acostuma." (Miranda, amiga de Via e de August desde os seis anos de idade) 




Essa história poderia ser só mais uma história de um nerd, fã do Star Wars, enfrentando as dificuldades do 5º ano. Mas não é. Os personagens dessa história não são personagens comuns; são extraordinários! (Desculpem o trocadilho com o nome do livro, mas não tem outro adjetivo que melhor caracterize August e sua família)
August ou Auggie nasceu com uma deformidade no rosto. Era tão diferente, que até o médico desmaiou quando o viu. Até os dez anos de idade, precisou passar por vinte e sete cirurgias para poder, ao menos, comer e enxergar melhor.
Como já era de se esperar, por ser uma criança esteticamente diferente das outras, a vida social de Auggie não é nada fácil. Ele tem dificuldade de fazer amizades. Além do preconceito das próprias crianças, tem de enfrentar o preconceito dos adultos também.
Auggie só vai para a escola no 5° ano; não por causa da sua aparência, mas devido ao seu baixo sistema imunológico. A escola constitui o espaço mais conflituoso e importante desse livro; já que na casa de Auggie todos o tratam normalmente (aliás, como tinha de ser!).
Você veio até aqui porque tem a seguinte pergunta na cabeça: Por que eu tenho que ler este livro?
Este é um livro que nos ensina a enxergar com os olhos do coração. Parafraseando o Pequeno Príncipe, “O essencial é invisível aos olhos”. Outra coisa muito bacana é que Auggie não conta sua história como vítima das circunstâncias e além de inteligente, carismático, divertido...ele é irônico pra caramba (I LOVE AUGGIE). O livro também traz várias referências do mundo literário, da música e do cinema.
Além de Auggie como narrador, o livro traz partes narradas das pessoas que convivem com ele.

"August é o Sol. Eu, a mamãe e o papai giramos em volta dele." (Via, a irmã do August)

"Algumas crianças realmente me perguntam por que eu ando tanto com 'o esquisito'. Esse pessoal nem o conhecem direito. Se conhecesse, não o chamaria assim."
(Summer, amiga de August)

"É difícil não dar uma segunda olhada. É difícil agir normalmente quando você vê o August.” (Jack, amigo de sala)

"Tenho que admitir que, da primeira vez que vi o irmao mais novo da Olívia, fiquei completamente surpreso.” (Justin, o namorado da Via)”

Dia 23 de novembro nos cinemas!


Tetê




Ele


É uma segurança incrível, não sei explicar. A cada toque, cada olhada, cada beijo, eu sinto como se o chão pudesse abrir que não importaria, eu estaria segura.  
Se eu chorar, sei que ele vai estar lá para segurar minhas lágrimas antes que elas escorram por todo meu rosto borrando a maquiagem. Se eu gritar feito louca, sei que ele vai estar lá, segurar meus ombros e simplesmente me olhar esperando que eu volte a sanidade. Se eu quiser fugir de tudo isso, sei que ele vai estar bem ali me ajudando a fazer as malas para ir comigo e, saber de tudo isso, me faz sentir segura.
O coração é engraçado né? Nós às vezes nos forçamos a gostar da mesma pessoa que todos dizem que é “gato” ou aquele menino que todas suspiram, mas, não é bem assim que funciona. Não se escolhe esse tipo de coisa, só acontece. E, com um sorriso gigantesco no rosto, posso afirmar que aconteceu comigo, e com ele, pelo menos eu acho.  Você não procura, você não pensa, você não espera. 
Há centenas de anos atrás os navegadores  europeus passavam meses em seus navios no meio do nada, no meio de uma água vazia cheia de solidão e rezavam com todas as suas forças e seus terços por uma terra firme, por um porto seguro. Sinto que sou como esses navegadores perdidos e que finalmente acham terra, acham seu porto seguro que ao mesmo tempo é misterioso e incerto. Ele é minha terra firme.
Gosto de observá-lo de vez em quando. Seus pequenos movimentos me encantam de uma forma inexplicável. Quando está lendo faz caras e bocas tão lindas que me fazem sorrir. Quando faço isso por muito tempo ele vira pra mim com as sobrancelhas erguidas e depois expressa sua felicidade com os lábios. Esses momentos são melhores que qualquer festa, qualquer cinema, qualquer Netflix.
Sei que posso parecer louca, mas toda noite pego o travesseiro e o coloco na cara gritando o mais alto que posso. Tento tirar um pouco desse amor de mim, pois parece que não cabe.
Eu o amei ontem, amo hoje e amarei amanhã enquanto as estações seguirem seu plano e até o ultimo raio de luz da última estrela a se apagar chegar até a Terra e a engolir em completa escuridão.
Na verdade, acho que ainda vou amá-lo.

Feliz dia dos namorados

Por Milly




Jantar Secreto



Livro: Jantar Secreto
Autor: Raphael Montes
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2016
Nota: 4/5




 Um sujeito estava andando pela rua quando deparou com um restaurante que vendia carne de gaivota. Pediu a carne, comeu, foi para casa e se matou. Por quê?”



Quatro amigos vêem a vida mudar quando são aceitos em ótimas universidades no Rio de Janeiro, podendo então, deixar sua vida no interior do sul do país. Dante trabalha em uma livraria e cursa administração; Leitão, um gordo assumido, hacker que frequenta aulas da ciência da computação; Miguel o “papai” do grupo estudante de medicina e Hugo, aspirante a chef com um ego e uma vaidade maiores que si mesmo.

Sabiam que seria difícil, mas não tão difícil.

O diploma não te da um emprego, muito menos sucesso principalmente em um país em crise. Quando isso é posto em prática junto com a dificuldade de pagar o aluguel, eles descobrem que a cidade grande não é um lugar tão tranquilo quanto eles estavam acostumados.

Sem muitas opções, uma idéia surge de um dos meninos, Hugo o cozinheiro, que sugere jantares secretos com suas especialidades na casa deles, podendo assim, levantar pelo menos uma parte do dinheiro que devem oferecendo uma experiência gastronômica exótica aos convidados.

Uma esperança. Até que para zoar, Leitão decide trocar carne de cordeiro do cardápio por carne humana e aumentar o valor. A surpresa ocorre quando surgem pessoas, que pagam... E pagam muito.

“Era a carne da própria mulher.”

Minha opinião: Gente, eu não tenho palavras pra dizer o que eu senti lendo esse livro. Talvez angustia... Não sei. Algumas partes me fizeram rir, outras me fizeram ficar com nojo e ate tristes. O livro tem duas formas de ser encarado: como uma ficção de suspense meio macabra com muito humor negro (que pode não ser tão bonito na visão de alguns) ou como algo que deva ser refletido. Não estou dizendo que existem jantares que servem carne humana por ai (talvez existam, quem sabe?), mas a maldade do ser humano pode chegar a esse ponto, disso eu tenho certeza absoluta.

Esse livro me fez pensar em vários assuntos e é uma leitura MUITO tensa e angustiante (pelo menos para mim), mas é bom ficar com o coração na mão de vez em quando.  A história me prendeu bastante, li em pouco tempo, e fiquei bem surpresa com o final, não imaginei (MESMO) aquilo! Acredito que seja um livro polemico que gere algumas divergências de gosto entre grupos de amigos (mas uma treta de leve sempre vai bem não é mesmo?).

Indico para quem gosta de:
·        Suspense
·        Livros macabros (humor negro)
·        Quem gostou de Caixa de pássaros (meu caso)
·        Um pouco de comédia do meio do terror e de toda a loucura dos personagens.

Milly







Sorteio


    Olha o sorteio gente! Quer participar e concorrer a esses prêmios maravilhosos? Então vai lá no Blog Apenas Uma Amante Literária (clique AQUI). É só seguir as regras e por no formulário o nome que está seguindo, qualquer dúvida, entrar em contato com a gente aqui nos comentários ou lá no insta. 

    Boa sorte a todos, beijinhos,





Agora e Para Sempre, Lara Jean

Antes da resenha, leia essa pequena nota: Se você já leu o 1º livro e o 2º, siga em frente, por favor (não se preocupe com spolers), se você só leu o 1º, sinto em lhe informar mas ainda não temos resenha dele (RESENHA PROMETIDA), se você não leu nenhum, CLIQUE AQUI e encontrará a resenha do 1º livro.



Livro: Agora e Para Sempre, Lara Jean
Autora: Jenny Han
Editora: Intrínseca
Série: Para Todos os Garotos Que já Amei
Nota: 5/5

Nessa conclusão, Lara Jean está com a vida toda ajeitadinha e linda: Suas notas estão excelentes, seu namoro com Peter só melhora e seu relacionamento com as irmãs está maravilhoso... Mas é claro que não para sempre.

O último ano do ensino médio chega e com ele a dúvida pela faculdade a escolher vem junto, Margo ingressa em um novo namoro e seu pai pede a namorada, sra. Rothschild, em casamento e as coisas começam a complicar.  E tudo se acumula às suas pendências: vestido para o baile, viagem de formatura para Nova York, semana da praia.... Mas uma notícia inesperada pode mudar tudo.

“Nunca diga não quando você quer dizer sim.”

Jenny Han, você está oficialmente perdoada pelo segundo livro, se redimiu comigo. Esse livro é tão leve, tão gostoso de ler e tão fofo que da vontade de fazer um bolo dele e comer. O segundo livro me deixou bem angustiada, esse fez o contrário, o perfeito oposto.

“Estou muito orgulhoso de você, minha filha do meio.”

A escrita me prendeu, a história me prendeu, o Peter me prendeu ( QUE HOMEM É ESSE QUE NÃO EXISTE NA VIDA REAL GENTE?). Quem acompanha a gente no insta sabe que eu fiquei até 4 da manhã terminando essa delícia. 

Enfim, fiquei muitíssimo satisfeita com esse final para Lara Jean, mesmo sendo o final que fui levada a inferir lendo apenas o primeiro livro. Recomendo super para aqueles que adoram uma escrita leve.  A única crítica, é que eu senti um pouco de falta dos momentos mais íntimos do casal (poucos beijinhos queria mais, suspirei pouco), mas ainda assim amei muito.

Recomendo para:
·        * Quem acabou de passar por um drama (Eu com “Jantar Secreto”)
·        *  Quem gosta de histórias de amor
·         * Quem curte YA (Young Adult)


 Milly.



























Não quero ser humano.

Imagem relacionada

Talvez, o problema seja comigo. Eu tenho essa estúpida mania de esperar demais das pessoas e o resultado sempre será decepção. Talvez, seja culpa minha, eu tenho esse problema de querer lutar por amizades vazias, de querer resgatar amores rasos. Talvez, eu que seja trouxa o suficiente para não aceitar a realidade tão facilmente como todas as outras pessoas.
Talvez, eu deva parar de querer fazer o certo, porquê, de acordo com o mundo ao meu redor, o certo se tornou errado. Talvez, eu devesse parar de tentar fazer os outros felizes, pois eu simplesmente deveria fazer como os outros: sentar e assistir as outras pessoas afundarem sem esticar a minha mão para ajudá-las.
Talvez, eu devesse parar de ligar para o sentimento alheio e dizer todas as bobagens que vem a minha cabeça, o que eu tenho a perder? Eu apenas me tornaria tão individualista quanto os outros. Não faria mal algum. O mundo está cheio de pessoas iguais, eu só seria mais uma máquina programada para viver a rotina. 
Talvez, a próxima tendência do mundo moderno seja o egocentrismo e a próxima moda, a ignorância. Talvez, o próximo acessório mais vendido seja uma máscara e o próximo "padrão" se torne a falsidade. O ser humano deixou de ser humano.
Talvez, a falta de respeito passe a ser legal e a humildade se torne banal. Talvez, roubar se vire uma profissão e matar vire diversão.
Talvez, eu não seja humana. Todos ao meu redor vivem em função de si mesmo. Não há sentimento, não há compaixão, parece que ninguém tem coração. Mas, quer saber de uma coisa? Se ser humano é sinônimo de egoísmo, vazio e individualismo, tenho certeza de que não quero me tornar humana.

Laryssa.